Desde há muitos e muitos anos sempre sonhei em fazer coisas diferentes dquelas que na rotina eu fazia ou via fazer todos os dias. Quem me conheceu na minha juventude, principalmente as pessoas mais ligadas a mim, por amizade ou por contactarem de perto comigo, sabem que eu era já na altura um jovem diferente, pois não me conformava com as coisas que eu achava estarem a ser feitas de forma errada. A minha mãe algumas vezes me disse que não valia a pena agir assim porque eu não conseguiria mudar o rumo das coisas e todas as pessoas continuariam a ser como são e a fazer aquilo que mais lhes der na gana.
Nunca aceitei muito bem estas palavras que a minha mãe e outras pessoas me iam dizendo e o tempo lá ia passando, mas eu continuava a pensar da mesma maneira. Eu entendia que os caminhos que as pessoas tomavam quase sempre não eram os mais certos e então lá vinham repetidamente os canhões a apontarem contra mim.
Eu falava de valores como o profissionalismo, a disciplina, o rigor, a motivação, a inovação, o respeito pelos outros, a aprendizagem, a responsabilidade, a liderança, a amizade, a solidariedade, entre muitos, mas acima de tudo sempre prezei pela organização de coisas e das coisas, quaisquer que elas fossem.
Motivar pessoas a realizar as suas tarefas fascina-me, mas a fazê-lo de forma excelente e não como é costume e habitual as pessoas fazerem. Desde que “desenrasque” já está bem, no entanto passamos a vida a fazer coisas ao jeito dos outros e a nossa força de realizar a cem por cento vai passando e acabamos por nunca a utilizar.
Quem trabalha comigo também sabe que o rigor das coisas está acima de tudo, não por ser perfecionista, mas por ser normal. O rigor é a base de qualquer tarefa, podemos ser rigorosos sem qualquer esforço suplementar. Nós estamos preparados para sermos excelentes, apenas precisamos de saber que o somos e acreditar que somos capazes de realizar as coisas com excelência.
Durante estes anos todos tenho constatado que as pessoas continuam a desviar-se dos seus caminhos, seguindo por outros diferentes daqueles que pretendem tomar e só dão por isso quando chegam ao seu destino e verificam que não era para ali que pretendiam dirigir-se.
Há meia dúzia de anos tenho andado a ser seguido por um sonho que constantemente me tem acompanhado e me vai dizendo, vindo de uma voz que não sei bem de onde vem, uma frase de afirmação que me toca profundamente: “VAI E FAZ”.
Com esta afirmação tenho recebido também todo o plano para seguir o meu sonho, então decidi segui-lo e ir atrás dele. No dia 26 de Junho de 2009, foi feita a apresentação oficial desse sonho e alguns privilegiados que assim o desejaram, assistiram ao que vai ser a realização desse sonho, revelado através de um projecto chamado “Sonha e Segue”.
Com este evento, o projecto já está a ser realizado, não vamos medir o coelho pelo tamanho da moita, tudo o que já estamos a fazer vem em conformidade com as coisas que eu desejava fazer e que agora com a força vinda de um sonho, eu e a minha mulher o vamos realizar. É um projecto inovador com novas formas de realizar, talvez por isso, termos recebido o apoio das entidades, empresas e pessoas que não perderam a oportunidade de assistir à apresentação deste projecto.
No entanto, muitas outras pessoas continuam, tal como há muitos anos, a tentarem conformar-me a deixar tudo na mesma tal e qual as coisas estavam antes e nada fazer pois, segundo elas, nada conseguirei mudar.
Apresentam-me então uma grande lista de dificuldades e começam a enumerá-las sem nunca mais acabarem, pois o seu número é infinito e a lista é tanto maior quanto maior for o pessimismo e menor for a distância que vêem à frente do nariz.
Em resposta áqueles que a toda a hora me vão repetindo essa lista de dificuldades, apenas respondo: eu tive um sonho e fui atrás dele.
Carlos Brito
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