Meu nome não tem qualquer importância, sou Carlos Alberto, mas podia ter sido chamado de Tiago. Meus pais acharam bem que me chamassem assim, mas que opinião alguém pode dar quando outros decidem por si.
O apelido Brito veio até mim pela via paterna. Da mãe, não sei bem quem, mas esqueceram-se que também sou seu filho e gostaria de ter o seu apelido. Por tudo isso e sem ter direito a opinar, sou de nome Carlos Alberto de Brito.
Meus pais eram pobres, até nisso não pude decidir. Preferia ter sido filho de pais ricos, teria tido uma outra vida e hoje não seria o mesmo homem. Hoje, sou apenas uma sombra do que poderia ser se meus pais fossem ricos. Desde criança que nunca entendi qual a razão de uns nascerem ricos e outros nascerem pobres. A verdade é que nasci pobre e como se fosse uma deficiência física tive de viver a vida num ambiente pobre, mas nunca me conformei. Aliás, nunca me conformo com as coisas em que não posso ter decisão. Porquê outros decidirem por mim, se a vida é minha, sendo eu que a tenho de construir.
Sendo os meus pais pobres, aprendi a gostar de viver com aquilo que eles me poderiam dar. As minhas roupas eram como as das outras crianças pobres, mas não tinha frio e assim era feliz. Os meus sapatos, melhor dizendo, o meu calçado, já que sapatos era coisa de filhos de gente rica, era coisa rara, pois na maior parte da minha infância, andei descalço. Em primeiro lugar porque o meu calçado não me dava o mínimo de conforto e depois, também, aprendi a andar descalço porque assim me sentia melhor.
Nasci em 1956, numa pequena aldeia da freguesia e concelho de Rio Maior. Nesse tempo imperava a força do capitalismo, era o regime político do fascismo que governava Portugal desde o golpe de estado de 28 de Maio de 1926.
Até à entrada na escola primária em 1963, sete anos depois de ter nascido, pouco ou nada me lembro, pois também havia pouco ou nada para lembrar. Se algo aconteceu nesse período, aprendi a esquecer, pois nada de bom mereceu o meu registo. Meu pai, além de ser pobre e por isso não teve toda a responsabilidade, era um homem muito trabalhador, o que também não é uma grande virtude. Essa “herança” meu pai me deixou e por isso hoje não tenho o nível de vida que desejaria e poderia ter. Quem passa muitas horas do dia a trabalhar, não tem tempo para pensar como ganhar dinheiro, mas sim para dar a ganhar.
Durante os quatro anos que frequentei a escola primária eu fui um menino triste e revoltado pelas amarguras que a vida me propunha, mas mesmo sem eu as aceitar, aprendi a lidar com elas.
Minha mãe era uma pessoa cinco estrelas. Boa mãe, boa dona de casa, grande amiga e companheira. Estava connosco nos bons e maus momentos. Seus filhos pareciam meninos ricos, andavam sempre limpos e faziam boa figura. A eduacação recebi-a da minha mãe, era uma educadora de alto gabarito. Tendo dado à luz dezoito filhos, apenas sete sobreviveram às intempéries da vida. De todos os meus irmãos, eu fui o último a comparecer nesta roda dentada que tem o nome de vida, mas de vida apenas deve o seu nome à passagem do tempo que inexoravelmente vai teimando passar por nós.
A educação de uma criança pobre, pode ser muito rica, dependendo do educador. Sendo eu uma criança muito sensível, aprendia bem o que me ensinavam. A primeira aprendizagem escolar veio alargar-me os horizontes e complementando os ensinamentos dados pela minha mãe, fez de mim uma criança de mente aberta e que facilmente compreendia tudo aquilo que me ensinavam.
A minha escola primária situava-se no centro de uma então pequena vila que agora é uma ainda mais pequena cidade. Nem por isso tinha melhores condições que as escolas de uma aldeia. As salas eram frias, pois nesse tempo não havia esse luxo do aquecimento, nem nos fazia falta. O calor, só o conhecia quando a minha mãe acendia a fogueira lá em casa. Calor na escola, só quando os alunos brincavam na hora do recreio e no caminho de ida e volta.
Naquele tempo, ainda assim, tive a sorte de apanhar um professor muito rígido que fez dos seus alunos pessoas íntegras e grandes profissionais preparados para o desempenho de uma vida futura de trabalho. O importante num professor era ser alguém com capacidade para incutir nos seus alunos a vontade de trabalhar, ser respeitador e obediente.
Passados que foram aqueles quatro anos do ensino básico, estava agora preparado para enfrentar o que de bom ou mau viesse por aí.
Com onze anos de idade, estava agora pronto para enfrentar a vida, ou seja trabalhar para dar rendimento ao país e à minha família. Logo consegui um emprego onde poderia trabalhar, tinha sido formado para isso mesmo. O importante era agora era ganhar dinheiro e cedo pude verificar que o fruto do meu trabalho, só uma mínima parte revertia a meu favor.
O ramo onde comecei a trabalhar foi aquele que primeiro me apareceu, uma serração de madeiras. Cumpria à risca tudo tal e qual eu aprendi. Trabalhava, era respeitador e obediente. Assim um dia ainda viria a ser um grande homem.
Decorridos três anos a trabalhar num ramo de actividade que nada tinha a ver comigo, enveredei por ser empregado de comércio. Não era fácil para qualquer pessoa pobre entrar no comércio. Os pobres eram pessoas de uma outra classe, só entravam em determinadas actividades quem fosse realmente muito bom ou que tivesse alguém conhecido com bastante influência junto do proprietário do estabelecimento.
Eu tive a sorte de possuir estas duas condições. Entrei e senti-me um heroi, tinha ganho a minha primeira batalha de uma guerra que não era minha e que nem sequer tinha conhecimento da sua existência.
Começou aí a minha primeira sessão de formação profissional. Ainda muito jovem, apenas com catorze anos, já sabia ouvir para depois decidir o que seria melhor a fazer, afim de obter bons resultados.
Os onze anos que desempenhei funções nesta loja de ferragens e materiais de constução, prepararam-me para um futuro que eu sempre desejei: ser empresário. Este estabelecimento era o mais importante da região e muito conceituado a nível nacional. Os seus empregados eram conhecidos por serem grandes mestres na arte de servir o público. O seu proprietário era uma pessoa muito estimada pela população local e acarinhada pelos seus clientes. Sendo alguém muito rico e estando ele bem financeiramente, facultava a todos os clientes os materiais necessários à construção das suas casas. O pagamento das contas era feito conforme as possiblidades de cada um. Tanto poderia demorar um ano, como dois, cinco ou dez anos.
Os meus colegas mais velhos, ensinaram-me toda a arte de servir o público. Na verdade, eram pessoas incríveis, só quem com eles conviveu de perto, pode reter uma imagem de tanta grandeza nas áreas de âmbito pessoal e profissional.
A eles devo quase tudo o que sou hoje. De meu tenho apenas a minha grande vontade de vencer, a minha visão das coisas e o sangue que me corre nas veias que me fornece alento para entrar em cada batalha, desta guerra da vida.
O que aprendi com aqueles mestres e com os exemplos de sensibilidade do proprietário da loja, hão-de marcar-me para sempre.
Aos dezoito anos, na manhã do dia 25 de Abril de 1974, quando me levantei para trabalhar, o aparelho de rádio, sintonizado no Rádio Clube Português, gritava pela liberdade. Cancões bonitas anunciavam uma nova era, o povo poderia agora ser livre de se exprimir, afirmar o que achava mais certo para si. O Estado Novo tinha sucumbido, toda a grandeza da sua doutrina, não foi o suficiente para fazer do seu povo, pessoas ricas de bem estar social e também ricas em cultura e educação. Teimosamente, insistiu-se num regime capitalista corporativo, no qual, o que era politicamente correcto, era ser um bom operário, apoderado pelo álcool, para se sentir sempre quente e assim nunca reclamar.
O novo regime político veio dar nova esperança ao povo português, especialmente áqueles que nunca perderam a fé em um dia poderem gozar da sua liberdade de expressão e de aplicação das suas ideias. A partir de agora, cada pessoa, à luz da doutrina da democracia, poderia seguir o seu rumo até onde as suas ideias, inteligência e capacidade fisica, assim o permitissem.
O problema economico-financeiro que sempre proibiu o povo trabalhador de alcançar os seus sonhos, não passava agora de um fantasma, que com esta revolução se tinha dissipado. A democracia, doutrina que incentiva o governo do Estado pelo povo, iria decerto permitir uma melhor distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores e pelos empresáros. O governo do Estado não deixaria, por certo, deixar passar esta oportunidade para implementar no país um regime mais justo, onde a igualdade entre as pessoas fosse conforme o interesse na produção de riqueza e o comportamento social.
Com vinte e cinco anos de idade, com uma visão diferente que o novo regime democrático me proporcionou, os meus horizontes iam além daquele projecto onde estava inserido. Sentia-me pequenino vendo aquela forma de exercer o comércio. Já tinha obtido conhecimentos de organização e gestão de espaços comerciais. O método tradicional não era mais o meu modo de exercer a actividade comercial.
Entretanto, com o emprego na loja tive a oportunidade de ir estudar à noite e pude concluir o antigo curso comercial. O ensino era muito disciplinado, no que se refere à ordem e muito técnico nos objectivos pretendidos. Os estudantes eram preparados durante toda a formação para servir o Estado, tudo era muito rigoroso, cada aluno que concluía este curso, era um mestre apto tecnicamente para desempenhar qualquer actividade relacionada com o comércio.
Sendo um empregado comercial, as minhas possibilidades financeiras eram muito reduzidas. Mais uma vez a minha condição de pessoa pobre não me permitiu continuar os estudos, já que na altura não havia na minha cidade, uma escola para complementar o ensino secundário e posteriormente concluir o ensino superior e assim, melhor atingir os meus objectivos. Os meninos mais ricos que frequentaram comigo o ensino básico, logo de seguida continuaram a estudar e hoje são pessoas formadas e com aceitação na sociedade diferente de mim, pois eu não consegui aquele precioso “canudo”.
O meu percurso profissional foi, por isso, muito lesado e nunca consegui exercer a profissão para a qual tenho mais vocação: gestor de uma grande empresa. Sentia no sangue toda essa organização de recursos humanos, bens e serviços, conjugados para a obtenção de resultados financeiros.
Como a vida me pregou uma partida, ter nascido pobre, contentei-me com a oportunidade de gerir o armazém de uma empresa de basculantes. Tinham sido já vinte e cinco anos de vida e a linha do horizonte começava, por fim, a alargar-se e parecia-me agora, conseguir enxergar tudo o que sentia serem os meus objectivos.
Os cinco meses que passei como chefe de armazém, deram-me “tarimba” para enfrentar qualquer coisa que o futuro tivesse guardado para mim. Na verdade encontrei um trabalho que gostava bastante, mas o pessoal ensinou-me a ver de perto o "pão que o diabo amassou". Se os olhos se abrissem pelos encontrões que apanhamos na vida, aqueles cinco meses tinham sido suficientes para os manter abertos para toda a vida. Ali vi pela primeira vez a falta de educação. As pessoas eram grosseiras no trato e más no seu relacionamento. Esta etapa da vida, nada tinha a ver com a educação que me deu a minha mãe, nem com os ensinamentos que na loja eu pude adquirir.
Estava preparado para um novo desafio e ainda com vinte e cinco anos fui chamado para ingressar nos quadros de uma empresa concessionária de uma marca de veículos automóveis.
Foi mesmo um grande desafio, pois não sabia nada deste ramo. Ainda assim, começando a partir do último degrau, aceitei aquela proposta. Fui recepcionista da oficina, fui caixeiro da secção de peças, fui escriturário e por fim cheguei a assessor de gerência.
Foi um longo caminho que fui “obrigado” a percorrer. Os cinco meses naquele armazém, muito me ajudaram a ultrapassar um sem número de obstáculos, quase mesmo intransponíveis. Não conhecia o ramo automóvel, não tinha vocação para os automóveis, ainda assim, consegui chegar ao topo.
Uma das minhas grandes tarefas, como responsável por esta empresa foi a implementação de um sistema informático de gestão, informação e comunicação. Antes da minha chegada, todas as rotinas eram feitas manualmente, com grandes prejuízos, pois demorava-se tempo demasiado a efectuá-las.
As técnologias de informação e comunicação permitia à empresa melhores resultados e ao pessoal mais capacidade de desenvolver competências. Depois de uma fase de formação de todo o pessoal e explicado todo o plano, a empresa partiu em equipa para a informatização do seu sistema operacional.
Foi efectuado um inventário de todas peças, acessórios e veículos e introduzido no sistema como stock, sendo classificados como mercadorias no activo da contabilidade. Sendo um sistema integrado, eram registados simultaniamente as parcelas do stock e o respectivo valor na contabilidade. Ao mesmo tempo, começava-se a construir informaticamente os dois membros do Balanco, o Activo e o Passivo e no fecho de cada dia, mês e ano, apurava-se o valor do Capital Próprio. Era um plano audaz que exigia muito rigor, coordenação e ordem em toda a equipa.
As TIC, tecnologias de informação e comunicação, permitiram à empresa a obtenção de melhores resultados logo no primeiro ano de implementação.
A implementação do sistema integrado, envolvendo os serviços da oficina, secção de peças, gestão comercial de veículos e contabilidade, foi uma grande obra para equipa que eu geria. Agora era já possivel informaticamente, marcar as revisões aos veículos, saber quais as tarefas que os profissionais da mecânica deveriam efectuar em cada reparação automóvel, informar a secção de peças de qual o material necessário para cada serviço, antecipando assim o tempo de espera, na entrega das peças à oficina. A mão de obra gasta em cada serviço, estava já calculada para cada tarefa, fornecendo em cada momento o valor a pagar por cada reparação.
A gestão de stocks, dava informação do nome, quantidade e local onde se encontravam as peças a incorporar nas viaturas. O pedido de reposição era efectuado automaticamente, tendo em conta as médias de rotação dos materiais.
O módulo de veículos, no sistema, permitia também saber, não só a quantidade de modelos existentes nos diversos parques, mas fazia também a gestão por vendedores. Nas vendas era automaticamente considerado qual o veículo, o vendedor, o lucro obtido e de imediato eram fornecidos os elementos à oficina para esta efectuar a preparação para entrega de veículo.
Os profissionais estavam mais motivados, toda a equipa produzia com mais rentabilidade, a empresa servia mais e melhor os clientes e desta forma obtinha melhores resultados.
As tecnologias de informação numa empresa, quando implementado o sistema adequado, a formação certa, a aplicação assumida por toda a equipa, são uma forte motivação pessoal, uma boa forma de obtenção de resultados para as empresas e uma fonte de riqueza para o país.
Quando passados quinze anos deixei a empresa, tive muita pena de não ter conseguido ir mais longe. O importador da marca, de origem e filosofia japonesa, incutiu em mim uma paixão pelos métodos de gestão empresarial. A formação constante que nos era dada, tanto por formadores afectos à marca, como por formadores externos nacionais e estrangeiros. Aí conheci um mestre da gestão, que adaptou e juntou a contabilidade à gestão operacional, criando um método de organização empresarial que tinha como objectivo principal a obtenção de resultados financeiros.
Com este método, todas as empresas ganham dinheiro, o impossível será não obter resultados. Cada passo dado, cada gesto feito, era uma peça de uma engrenagem, que trabalhando de uma determinada forma, a partir de uma certa visão, formava uma máquina de fazer dinheiro.
Tentei colocar em prática essa visão de gestão empresarial e os conhecimentos adquiridos, mas tal não foi possível. A empresa onde eu trabalhava, não estava preparada para receber aquele método. As pessoas não estão preparadas para trabalhar de forma simples e organizada. O pessoal complica o trabalho e passa ao lado do êxito. Concentram-se no acessório e deixam para segundo plano o essencial. Assim, desta forma, trabalhamos num país pobre e desorganizado, quando facilmente poderíamos fazer parte de um país rico, organizado e num nível de bem-estar elevado, isto é, poderíamos ser mais felizes.
Aprendi este método de ganhar dinheiro, trabalhando. Aprendi a essência da filosofia japonesa de investimento. Os japoneses ganham dinheiro, investindo no trabalho dos outros. Cada um ganha a sua parte, mas todos ganham.
Foi maravilhoso trabalhar com mestres de origem japonesa, estão a milhares de anos-luz da nossa competência e organização.
Deixei aquele mundo que era o meu mundo, porque afinal não continuei os estudos e não me formei, porque não pude transmitir os meus conhecimentos adquiridos dando formação, porque embora sendo formador, não tive possibilidades de continuar os estudos e formar-me ao nível da licenciatura. Afinal, deixei aquele mundo que afinal era o meu mundo porque nasci filho de pais pobres. Como sempre trabalhei, como fui eduacado e ensinado, continuo pobre e sendo pobre, não tenho possibilidades de ser quem sou.
Já com quarenta anos e meia vida vivida, olhando para o meu passado, reparo então que nada vivi. Viver é conseguirmos ser aquilo que na pura verdade nós somos. É atingir os objectivos propostos. Enfim, viver é conseguirmos passar cada dia, todos os dias, sendo felizes.
Por minha conta, sendo empresário, vou aos quarenta, tentar fazer tudo aquilo que não consegui fazer em todos aqueles anos já passados.
Então, cheio de vontade e “rico” em conhecimentos e experiências adquiridas, formei a minha própria empresa. Levei dois anos a preparar o projecto e depois de diversos estudos efectuados, mais precisamente em 09 de Outubro de 1997, fundei uma empresa de serviços feita por medida. Da actividade da empresa, faz parte um vasto leque de serviços de apoio ao cidadão e a empresas.
Esta empresa de serviços, tem desde a sua fundação o objectivo de tratar os assuntos e realizar os trabalhos com o empenho e responsabilidade como sendo os próprios clientes a tratar.
Ao criar a empresa , foi minha intenção marcar a diferença, estando mais perto das pessoas e fornecendo os serviços de forma inovadora e personalizada. Servir os clientes, analisando as questões caso a caso, mas levando sempre em conta os seus pontos de vista. Executar os trabalhos das empresas de modo a que estas se possam concentrar mais e melhor na actividade dos seus negócios
O lema é fornecer serviços com qualidade, competência e responsabilidade. Fazem parte da sua carteira de clientes: importadores de semi-reboques, empresas de transportes, stands e oficinas de automóveis, unidades industriais, empresas de construção civil, profissionais liberais, estabelecimentos comerciais, escolas, autarquias, associações e pessoas particulares.
A actividade da empresa rege-se por princípios humanísticos, transcritos à minha imagem e têm como base a INOVAÇÃO, o CONHECIMENTO e o RIGOR.
A empresa tem como missão, assegurar a personalização dos serviços, estando mais perto dos clientes, servindo com qualidade, simpatia e dinamismo.
A empresa tem como visão, ver sempre longe a linha do horizonte, sem nunca perder a noção do tempo e do espaço para lá chegar.
Quando preparei a abertura desta empresa ao público, dei para ela todo o meu potencial, as minhas qualidades intrínsecas, a minha força e o todo o meu carisma.
O espírito empresarial está diluído por toda a sua actividade e o público a quem é dirigido nem sempre consegue enxergar a sua imagem nem o sentido da sua direcção.
Observar, escutar, interpretar, esclarecer e só depois servir é uma forma tão modesta e tão personalizada que, por isso, passa ao lado do que é mais comum.
Hoje em dia, vive-se de um modo apressado. As pessoas deixaram de se concentrar no simples e no essencial e dedicam todas as suas energias, ao complicado e ao acessório.
Em 2007, passados dez anos sobre a fundação da empresa, comecei a planear um projecto que tem tanto de surpreendente como de maravilhoso.
Este projecto tem como objectivo dar forma a um sonho, a criação de um Centro de Bem Estar Integrado, um espaço onde cada pessoa poderá realizar também o seu sonho, sentindo-se ela própria.
Este projecto tem como área chave o acompanhamento programado, directo, personalizado e sigiloso a pessoas que em forma de lazer, pretendam ocupar o seu tempo, realizar os seus sonhos, desenvolvendo os seus projectos.
O projecto é dirigido a pessoas de todas as idades, vocacionado para quem enfrenta problemas e traumas de solidão, cansaço, desespero, depressão, fracassos e tantas outras situações que as impede de viver uma vida saudável e de bem estar.
Os participantes deste projecto vão ser incentivados, através do encontro ou reencontro da confiança em si próprios e qualidade de vida, com o fim de se motivarem a realizar os seus sonhos.
A missão deste projecto é juntar e motivar os seus utilizadores para que a partir de certas actividades, conhecendo outras pessoas, outras ideias e outras formas de estar na vida, mas sentindo-se no seu meio, ocupem melhor os seus tempos livres e realizem os seus sonhos e desenvolvam os seus projectos pessoais, sociais e profissionais.
A minha personalidade, a minha experiência de vida e os estudos académicos que me foram permitidos realizar, servem de base a todas as minhas ideias que aqui relatei e que tenho realizado ou que estou em vias de realizar.
Espero que um dia alguém repare em mim e ajude a realizar o meu sonho...
Do meu currículo de formação fazem parte:
- - 1976 - Curso Geral de Comércio.
- - 1981 - Frequência do Curso Complementar de Comércio.
- - 1992 - Gestão e Organização de Empresas, ministrado pelo I.E.F.P.
- - 1992 - Curso de Vendedores ministrado pela M.M.P. - Mitsubishi Motors de Portugal.
- - 1992 - Estágio profissional nos departamentos de peças e oficinas da M. M. P.
- - 1994 - Contabilidade e fiscalidade, ministrado pelo I.E.F.P.
- - 1995 - Curso técnico de mecânica, ministrado pela M. M. P.
- - 1995 - Estágio profissional no departamento administrativo da M. M. P.
- - 1996 - Curso de informática (Window 95, Winword 6.0, e Excel 5.0.)
- - 1997 - Frequência das jornadas profissionais, promovidas pela M.M.P. e na sequência da modernização do Padrão de Qualidade de Concessionários (P.Q.C.), sendo animador o gestor inglês especializado em gestão automóvel, Mr. Trevor Jones.
- - 2003 - Curso de formação pedagógica de formadores.
- - 2005 - Curso de legislação laboral
- - 2005 – Curso de orçamentação e medição para projecto e obra.
- - 2009 – RVCC – 12º Ano
- - 2009 – Renovação do Curso de formação pedagógica de formadores.
Outros projectos planeados para o futuro, estão em carteira ainda sem data prevista para a sua apresentação:
- Uma holding de capitais de risco que gerirá empresas apoiadas com mão de obra especializada de trabalhadores que serão também seus sócios gerentes. Esta ideia visa dar oportunidade de carreira áqueles que tendo vocação para desempenhar determinadas tarefas, não têm possibilidades financeiras de formar e de manter a sua própria empresa.
- Um projecto estritamente pessoal, inventar um forma de estar na vida, do tipo da Terra do Nunca, onde todos os dias são perfeitos, por outras palavras, fazer da Terra do Nunca o paraíso ao alcance do ser humano.
Realizar um sonho depende apenas de quem nele acredita e de quem conseguimos transmitir, pelo nosso entusiasmo, a força para o realizar.
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